Minha História Inventada
Sorte e Felicidade
Era uma vez três sortudos: um pescador, um caçador e
um lenhador. Todos os dias cada um iam para seu trabalho de caçar,
pescar e catar lenha.
E aconteceu que a verdadeira sorte visitou cada um
deles, pois, o pescador encontrou no ventre de um peixe, um diamante que
valia bilhões de Dólares. O caçador achou dentro de uma onça, uma joia
muito valiosa que logo a vendeu carissimamente. E o lenhador encontrou
uma botija escondida em um caule de uma árvore, com dinheiro em
quantidade incontável.
Assim, partir de então, ao se reverem novamente
contaram as novidades em que o pescador tornou-se conde, o caçador virou
um barão e o lenhador transformou-se um rico fazendeiro, tudo isso em
um instante para outro.
-No meu castelo, só resta um peixe de tantos que tinha caçado!
-Eu também só tenho agora três peles de onça, as tantas outras já se gastaram.
-Na minha fazenda, só da lenha pra mais uma fogueira, já usei todas na lareira.
Eles passaram mais alguns minutos falando do eram e do
que passaram a ser e do que tinha e agora passaram a ter até que na
despedida o lenhador propôs:
-Porque não se reencontramos outra vez? Eu ainda tenho muito pra contar. Acho que vocês também, não?
-A ideia é boa, mas só tenho tempo livre nas noites, tenho muito pra organizar no dia-a-dia... - Lamentou o caçador.
-Eu também. - Disse o pescador por sua vez- Mas
poderíamos se encontrar a noite mesmo, no acampamento central de nossos
pertences. O peixe, assamos na fogueira e as peles servem de casaco, que
tal?
-Isso mesmo, temos que ter tempo para os amigos!- Todos concordaram.
A semana passou lentamente, até que finalmente chegou à
sexta de noite e logo, logo já estavam juntos no acampamento central.
Eles conversaram bastante, em meio a risos, surpresas, espantos e até
lágrimas! Quando já estavam decididos a retornarem a seus pertences, o
caçador suspirou:
-Caçar me dar saudades...
-Pois é!- Completou o Lenhador- procurar lenha, pra
min era como uma aventura, mas temos tudo nas mãos e não precisamos se
esforçar mais pra termos o queremos.
-Mas... -pensou auto o pescador. - O que a sorte tem haver com a felicidade?
Os três amigos também pensaram na situação e repararam
que ninguém os empatava de fazer o que queriam. Assim, juntos pescaram,
caçaram e pegaram lenhas juntos a divertirem ao entender o verdadeiro
sentido da vida, que é o que queremos realmente ser.
Moral:
Pois nem a riqueza, nem a pobreza, nem a alegria, nem a
tristeza, nem a saúde, nem a doença importam para termos um coração
feliz. Isto é que faz a diferença!
